Crónica de umha morte anunciada

A Junta de Galiza apresentou nos últimos dias o anteprojeto de umha nova Lei de Administraçom Local que vem a confirmar o que já todos intuíamos: as comarcas de 1997 estám mortas.

A Junta de Galiza apresentou nos últimos dias o anteprojeto de umha nova Lei de Administraçom Local que vem a confirmar o que já todos intuíamos: as comarcas de 1997 estám mortas.

A morrinha faz parte do pack folclórico que reduz a galeguidade a tristura, polvo e farinha - da de snifar. Semelha que, para ser galego, há que bailar muinheiras, chorar pola terra e saber de narcotráfico. Mas a morrinha é dor e viver sem ela também é ser galego.

Nem a sua obra tivo como objecto Galiza, nem a sua figura está relacionada com o nosso país. Apesar disso, a existência de um Pau Vila a propor novos traços sobre o mapa galego fai-se necessária.

Nom se sabe exatamente quanto tempo levam com nós, mas as comarcas (e o facto comarcal) existem desde que a Galiza se constituiu como tal. É hora de darmos-lhes o papel que merecem no mapa galego.